Anorexia: o outro lado da obesidade

Por incrível que pareça, é um desfile de moda.

Nós, gordos, enquanto ainda não resolvemos aceitar que somos os únicos responsáveis pelas nossas próprias escolhas, costumamos achar que por mais que os outros tenham problemas, nada se compara ao quão terríveis são os nossos. Revoltados, os gordos costumam hostilizar quem é magro, muitas vezes atribuindo a estes preconceitos que nem sempre lhes são legítimos.

Se estar acima do peso considerado “normal” é sinal de problemas, estar abaixo não é menos preocupante. A “cultura da magreza” que vem nos assolando já há algumas décadas vem criando legiões de pessoas que deixam de se alimentar, ou que adquirem o hábito de forçar o vômito após comer (bulimia), a fim de não engordar.

Admito que sou um sujeito cheio de preconceitos (por exemplo: quem escreve “naum” e/ou “aki” não tem o menor crédito comigo), e na minha insensibilidade era comum eu associar anorexia exclusivamente a futilidade.

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Por que as dietas falham

Talvez eu deva começar retificando o título deste texto. O mais coerente seria: por que as pessoas falham ao tentar dietas.

Não disponho de esstatísticas neste momento, mas creio que não seja exagero dizer que 99% das dietas que as pessoas começam são interrompidas ante a frustração resultante, ou então substituídas por outra um tempo depois devido ao fracasso em eliminar peso e manter o novo corpo.

Para entender por que as pessoas falham ao fazer dieta, é necessário entender a Psicologia da Obesidade. É preciso entender como a parte mais básica, mais essencial e irracional, da psicologia humana percebe a dieta. Será sempre de uma das duas maneiras (ou de alguma sorte de combinação delas): privação (escassez) ou punição.

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A psicologia da obesidade

Já faz algum tempo (dois meses e meio) que não escrevo nada novo neste blog. A principal razão para isso, para a falta de motivação, é o fato de as pessoas aportarem aqui apenas em busca de fórmulas milagrosas para emagrecer, ou — pior ainda — tentando adquirir medicamentos controlados sem receita médica. Todos os dias eu penso em escrever novamente explicando por que não permito este tipo de material no meu site, mas acabo ficando descoroçoado ante a insistência das criaturas em não lerem, e quando lêem em não entenderem o que eu quero dizer.

Mas pode acontecer de apenas uma pessoa não ter o mesmo comportamento da turba disforme que procura milagres gratuitos, e se você for esta pessoa, é para si que serão dedicados os próximos parágrafos, nos quais pretendo dar a minha visão sobre as causas psicológicas da obesidade.

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