A psicologia da obesidade

Já faz algum tempo (dois meses e meio) que não escrevo nada novo neste blog. A principal razão para isso, para a falta de motivação, é o fato de as pessoas aportarem aqui apenas em busca de fórmulas milagrosas para emagrecer, ou — pior ainda — tentando adquirir medicamentos controlados sem receita médica. Todos os dias eu penso em escrever novamente explicando por que não permito este tipo de material no meu site, mas acabo ficando descoroçoado ante a insistência das criaturas em não lerem, e quando lêem em não entenderem o que eu quero dizer.

Mas pode acontecer de apenas uma pessoa não ter o mesmo comportamento da turba disforme que procura milagres gratuitos, e se você for esta pessoa, é para si que serão dedicados os próximos parágrafos, nos quais pretendo dar a minha visão sobre as causas psicológicas da obesidade.

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Estudo aponta prática de exercício como sendo capaz de anular o gene da obesidade

Há um par de dias meu amigo enviou o link para um artigo entitulado “Prática de exercício pode anular gene da obesidade, diz estudo“. Em resumo, o estudo sugere que há uma forte relação entre um gene chamado FTO e a massa corporal dos indivíduos; aqueles que carregam duas cópias do FTO estão mais propensos a se tornarem obesos. Sugiro que leiam o artigo, pois o método do estudo é bastante interessante.

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Cientistas identificam enzima que nos torna gordos

Entrance to the Medical Center at Duke University
Entrada do Centro Médico na Duke
University — Imagem via Wikipedia

Pesquisadores da Duke University Medical Center conseguiram bloquear em ratos uma enzima chamada CAMKK2 e observaram nas cobaias diminuição de apetite, perda de peso e melhorias na capacidade do corpo em lidar com os níveis de açúcar no sangue. A droga testada evitou também que a gordura se depositasse no fígado e na musculatura esquelética.

A notícia é animadora, pois permite vislumbrar a possibilidade de desenvolvimento de novas drogas que efetivamente controlem a obesidade, ao invés de tentar controlá-la pela moderação artificial do apetite ou compensações outras.

Enquanto essas novas drogas não chegam, a gente segue lutando contra a balança, de preferência sem tomar medicamentos, e se for para fazê-lo, sempre com acompanhamento médico adequado. Nada de querer comprar sibutramina sem receita! E se perguntarem pra mim com se faz isso, vão levar esculacho na cara.

Fazendo uma confissão aos meus leitores: o meu pior hábito alimentar hoje é passar longos períodos sem comer nada, ontem mesmo foram 12h entre uma refeição e outra. Isso é suicídio. Precisamos comer mais freqüentemente, em pequenas quantidades, para acelerar o nosso metabolismo preguiçoso.

Via: O Velho