Beleza não é apenas ser magra

Este é um post patrocinado.

Quando as pessoas que desejam muito emagrecer são perguntadas sobre suas razões, se forem sinceras umas poucas vão dizer que é porque estão com a saúde fragilizada pelo excesso de peso, algumas vão dizer que é porque estão impossibilitadas de levar uma vida normal, e a maioria vai dizer que é porque se sente feia.

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“Comida saudável” no cardápio pode induzir ao consumo de alimentos “proibidos”

Almoço árabe, com batatas fritas, salada (fattoush), húmus, baba ghanouj, etc

Se você está de dieta, preste atenção: a oferta de saladas e outros alimentos considerados “saudáveis” numa refeição pode triplicar sua propensão ao consumo de batata frita e outros alimentos considerados “proibidos”.

A conclusão é de pesquisadores que conduziu um experimento com um grupo de estudantes universitários americanos: ofereceram dois cardápios diferentes; o primeiro com batata frita, nuggets de frango e batata assada; o outro incluía os mesmos itens, bem como salada. Naturalmente a batata frita é facilmente percebida como sendo o menos saudável desses alimentos, mas a despeito disso, os alunos que pediram o segundo cardápio comeram três vezes mais batata frita do que os que pediram o primeiro.

Na verdade, é uma mostra do quanto nossos desejos mais profundos de busca pelo prazer por meio da comida pode jogar contra nossos interesses de manter uma dieta saudável.

É como se o fato de incluir a salada na refeição desse à mente a sensação de permissão para pedir aquele outro alimento que dá mais satisfação (a batata frita), porque, afinal, tem uma salada milagrosa ali!

Na verdade, não é possível dizer com exatidão por que este comportamento ocorre, mas é bom que saibamos que nosso inconsciente pode nos pregar peças, justamente para podermos escolher se queremos ser vítimas de comportamentos inconscientes ou se preferimos tomar as rédeas da vida para vivê-la de acordo com nossa vontade mais legítima.

Via: Lifehacker

Anorexia: o outro lado da obesidade

Por incrível que pareça, é um desfile de moda.

Nós, gordos, enquanto ainda não resolvemos aceitar que somos os únicos responsáveis pelas nossas próprias escolhas, costumamos achar que por mais que os outros tenham problemas, nada se compara ao quão terríveis são os nossos. Revoltados, os gordos costumam hostilizar quem é magro, muitas vezes atribuindo a estes preconceitos que nem sempre lhes são legítimos.

Se estar acima do peso considerado “normal” é sinal de problemas, estar abaixo não é menos preocupante. A “cultura da magreza” que vem nos assolando já há algumas décadas vem criando legiões de pessoas que deixam de se alimentar, ou que adquirem o hábito de forçar o vômito após comer (bulimia), a fim de não engordar.

Admito que sou um sujeito cheio de preconceitos (por exemplo: quem escreve “naum” e/ou “aki” não tem o menor crédito comigo), e na minha insensibilidade era comum eu associar anorexia exclusivamente a futilidade.

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Comunicado acerca dos comentários deste blog

É tempo de faxina agora.
É tempo de faxina agora.

Quando comecei este blog não imaginava que um dia ele pudesse vir a ter tanta visitação quanto tem atualmente.

Por um lado isso é otimo, pois além de mais pessoas tomarem conhecimento sobre o que eu penso (tal é a essência de um blog), maior é a exposição da publicidade que veiculo nele, e que no fim do mês ajuda a pagar umas contas. Além do mais, essa afluência de pessoas para cá implica mais gente dividindo suas opiniões e experiências.

Entretanto, nem tudo são flores.

Com essa quantidade imensa de pessoas que aparecem é até natural, embora minha dificuldade para administrar, que surjam pessoas mal educadas, agressivas, e até mesmo com intenções ilícitas, como comprar ou vender medicamentos sem receita médica.

Estive pensando durante muito tempo sobre o que fazer com os comentários do site, e pensei até mesmo em fechá-los totalmente. Mas isso privaria muita gente boa de usar este espaço para expressar-se. Mas estou de saco cheio de passar raiva e ser ofendido com gente que não merece consideração.

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Cirurgia Bariátrica: resultados a longo prazo

Por conta de uma hérnia que requer intervenção cirúrgica, há umas poucas semanas estive fazendo uma bateria de exames e consultando com um especialista, o Dr. Pablo Miguel, que me parece ser uma das maiores autoridades em cirurgias abdominais, tanto para o caso de hérnia (que me interessa diretamente) quanto para gastroplastias (que interessam aos leitores deste site).

De fato, foi um privilégio conhecer o Dr. Pablo, que é um daqueles profissionais que a despeito de serem uma sumidade são extremamente simples e simpáticos. Durante a consulta ele respondeu cada pergunta que eu fiz, inclusive as mais bestas, com paciência e de uma maneira que um leigo como eu fosse capaz de entender. No dia seguinte à consulta, por uma feliz coincidência, acabamos tomando um café juntos, gentileza dele, e eu aproveitei para fazer mais perguntas, já que não é todo dia que se tem a possibilidade de estar frente a frente com um especialista em um assunto que tanto nos interessa.

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É por isso que você é gordo

Hoje passou na tevê (num telejornal da Globo no horário do almoço uma matéria atestando que Brasil lidera consumo de moderadores de apetite. Talvez a novidade fique mesmo por conta dessa ordenação que fizeram, pois tudo o mais que mostram na matéria (o vídeo está na página referenciada acima) é só o óbvio ululante: as pessoas confiam nas promessas de medicamentos milagrosos e esquecem que reeducação alimentar e atividade física são extremamente importantes para quem deseja emagrecer.

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Por que as dietas falham

Talvez eu deva começar retificando o título deste texto. O mais coerente seria: por que as pessoas falham ao tentar dietas.

Não disponho de esstatísticas neste momento, mas creio que não seja exagero dizer que 99% das dietas que as pessoas começam são interrompidas ante a frustração resultante, ou então substituídas por outra um tempo depois devido ao fracasso em eliminar peso e manter o novo corpo.

Para entender por que as pessoas falham ao fazer dieta, é necessário entender a Psicologia da Obesidade. É preciso entender como a parte mais básica, mais essencial e irracional, da psicologia humana percebe a dieta. Será sempre de uma das duas maneiras (ou de alguma sorte de combinação delas): privação (escassez) ou punição.

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Gastroplastia: um caso sem volta

Um dos artigos daqui do Emagrecer que mais “dá trabalho” é o de título Os perigos da redução de estômago, em que cito um programa da Oprah acerca dos efeitos psicológicos da redução de estômago, principalmente relacionados a substituir um vício (em comida) por outro (em álcool, sexo, drogas, etc).

Muitas pessoas ridicularizam meu artigo, principalmente por ele ser inspirado num programa “popular” e sensacionalista como o da Oprah; outros dizem que eu deveria era incentivar as pessoas a serem felizes, em vez de assustá-las com narrativas desmotivadoras.

Hoje, contudo, recebi um comentário extremamente pertinente, de uma leitora nossa chamada Mari. Ela conta o que aconteceu com seu sobrinho de apenas 17 anos. Achei o comentário tão especial que resolvi publicá-lo aqui na forma de artigo, em vez de deixá-lo no meio dos outros comentários daquele texto. Ele segue abaixo na íntegra, apenas com correções menores de forma (como espaços após a vírgula e o ponto, e separação de parágrafos) para um melhor entendimento. Ao fim, deixo minha resposta à Mari.
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