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Obesidade e Autoestima

A beleza está nos olhos de quem vê
A beleza está nos olhos de quem vê

Esta tarde eu estava “zapeando” pelos canais de tevê e acabei passando por um programa que expunha duas moças com problemas de autoestima à avaliação de um profissional no assunto (seja lá o que isso signifique).

As duas eram mulheres bastante atraentes, e mesmo estando na televisão não ostentavam praticamente nenhuma maquiagem — o que reforça o fato de que elas eram atraentes (ou são, já que ambas estão bem vivas, embora fora da telinha).

Uma delas era tão tímida e retraída que enquanto eu assisti ao programa não consegui identificar qual era o seu trauma. A outra, a mais atraente (na verdade ela era uma balzaquiana bonita pra cacete), tinha complexo de gorda.

Em nenhum momento falou-se em emagrecer, mas falou-se muito em “mudar”, em decorrência da comparação que as pessoas fazem com modelos inatingíveis.

Observando o comportamento das mulheres no programa comecei a notar diversos aspectos comuns ao das pessoas que frequentam esse blog, ou com quem eu convivo mais ou menos diretamente e que brigam com a balança.

Entre estes pontos comuns, está a extrema dificuldade dessas pessoas em admitirem o seu valor, suas virtudes, em aceitarem que são bonitas e interessantes.

Observando mais o comportamento das duas mulheres na tevê percebi que por mais que elas dissessem que queriam sentir-se desejáveis, atraentes, quando alguém lhes dizia “você é” elas davam um jeito de refutar o argumento com veemência.

Deve ter muita gente louca pra pegar essa gordinha
Deve ter muita gente louca pra pegar essa gordinha

Percebi então que são pessoas viciadas em sofrimento, em sentirem-se vítimas, e que por mais que digam que procuram uma mudança na verdade só querem é perpetuar a situação em que se encontram para continuar nutrindo-se do sofrimento. Assim como os tabagistas — sabem que aquela coisa podre, fedida e nojenta que é o cigarro faz mal à saúde — não conseguem livrar-se do vício.

No artigo A psicologia da obesidade pincelo sobre diversos comportamentos comuns aos que sofrem de distúrbios alimentares, claro que sem a pretensão de mais nada a não ser expor meu ponto de vista.

Mas uma coisa que faltou falar explicitamente — achei que ficar subentendido seria suficiente, engano meu — é que ninguém precisa permanecer neste comportamento indefinidamente. Ninguém precisa se empanturrar de lixo (emocional) sendo que a vida está aí pra ser vivida e curtida em toda sua beleza e alegria.

É muito importante que a pessoa possa localizar a causa de seu trauma (que é, de fato, a causa de sua obesidade).

Quando uma pessoa tem um trauma mas não conhece a sua causa, ou que mesmo conhecendo-a recusa-se a pensar sobre o assunto, ela deixa que o inconsciente dite — sem nenhum parâmetro real — a importância que o trauma vai ter na vida da pessoa.

Mas quando a pessoa localiza a causa de seu trauma, e bota a cabeça para funcionar de maneira positiva, ela consegue relativizar aquele fato, fazendo com que este trauma tenha apenas a importância que realmente tem que ter, e não mais a importância absoluta que o inconsciente sugere.

Ora, se pensarmos mui friamente veremos que não existem passado nem futuro, apenas o presente: o passado já foi e nunca mais vai voltar; o futuro ainda não veio, e a cada instante que passa a interação entre todos os seres do universo modificam esse futuro, fazendo-o deixar de existir.

Alegria, gente!
Alegria, gente!

Assim sendo, não há motivo para temer o passado, nem para ter pressa em obter resultados no processo de emagrecimento. Não há motivo para aumentar a pressão interna que já existe.

Mas é necessário crescer (em personalidade) e assumir as rédeas da própria vida, para parar de pensar que remédios milagrosos ou dietas fantásticas possam resolver em tempo breve um problema que levou uma vida inteira para ser construído — e o pior: sem nem sequer arranhar a verdadeira causa.

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10 comentários em “Obesidade e Autoestima”

  1. Ai…meu Pai…ri enlouquecidamente do post anterior, alias, do post nao, dos comentarios (o da simpatia).

    Tb sou gordinha, nao com orgulho, mas tb nao desequilibrada..

    Tem gente q apela viu.

    ai, q engracado.

  2. Encontrei seu blog hoje, e ele já me ajudou muito. Quase sempre queremos tratar apenas o resultado(obesidade) sem pensar nas causas. Eu tenho procurado me conhecer, e teus textos já me dão um caminho. Obrigada, mesmo.

    :)

  3. Olá, gostaria de dizer que sou gorda desde sempre e nunca me senti infeliz por isso.Sempre tive amigos, namorados e inúmeros paqueras.Porque eu não sou apenas O QUE EU PESO,SOU MUITO MAIS QUE OS NÚMEROS NA BALANÇA, TENHO INÚMERAS QUALIDADES, QUE SÃO MAIS INTERESSANTES QUE MINHA FORMA FÍSICA.

    1. Olha,nao acredito em voce.As pessoas sao muito crueis com quem está fora dos chamados padroes de beleza. Sim,creio que voce tenha muitas qualidades,mas as pessoas desprezam isso em quem nao tem uma boa aparencia para mostrar.Infelizmente,o ser humano está cada vez mais futil,o que temos de bom dentro de nós,ja nao importa tanto.

  4. Eu não gosto de mim. Não consigo ser feliz. Tenho momentos de alegria e 99% do tempo me acho um horror. Ontem fui ao cabelereiro e gaste um dinheirão porque não soube dizer não. Fui aceitando. Hoje tive um crise de desespero e quase raspei a cabeça. Há alguns anos tras fiz isso. Fiquei com tanta raiva do meu cabelo que joguei todas as minha frustrações nele e aranquei o cabelo, cortei tufos do cabelo e dei para minha mãe pois eu disse que ela era a culpada de ter me incentivado a gastar dinheiro comigo já que eu acho que eu não tenho graça e que sou um horror. Não tenho pena de gastar com os outroas mas comigo eu não suporto gastar dinheiro. E ao mesmo tempo tenho raiva de mim porque não emagreço. Eu me odeio. A minha vontade era arrancar o meu cabelo todinho, passar uma tinta preta nele. Achei um absurdo eu ter gastado dinheiro comigo. Comprei roupas ontem e o manequim era 50. Hoje acordei com mais raiva e a minha vontade foi rasgar todas as roupas. Para não fazer isso joguei as roupas no armario. Hoje estou chorando atoa. Resolvi que não vou mais viajar embora já tenha comprado a passagem. Só penso em comer e ganhar dinheiro. Não quero pensar em mim. e a cada dia que passa estou mais infeliz e insuportável. Não consigo me olhar no espelho e me achar bonita por muit tempo. Parece que tenho prazer em ser infeliz.

    1. Ola Teresa. Fiz um lipo, reduzi o seio, tenho cabelos compridos castanhos escuros e uso lentes azuis. Chamo a atençao e já corte o cabelo de tanta raiva. Me consideram bonita,mas ainda assim, não está bom. Sinto inveja, vontade de comer problemas. Sou casada e até agora não engravidei. Vou fazer 40 anos e na maior parte do tempo não sou feliz. Alias,ninguem e. To querendo voltar para terapia e na boa, voce deveria fazer o mesmo e correr a trás do prejuízo. Porque os caminhos são feitos de escolhas e sua mae, me desculpe Freud, nada tem a ver com isso.
      Talvez se trate de um disturbio alimentar, que alias eu devo ter. Abraços e melhoras

    1. Não consegue ou não quer?

      Se você for feliz não vai mais poder acusar sua mãe de ter feito qualquer coisa com você. Vai ter que parar de se vingar dela.

      E acho que por mais que você diga o contrário, é isso que você está querendo por enquanto: atingir sua mãe, fazê-la sofrer por ter feito sei lá o quê com você.

      Pense nisso, e tome sua decisão. Se for a de mudar de vida e ser feliz, vou te apoiar. Se for a de continuar se vingando, e se matar para fazer sua mãe sofrer, vou te respeitar como indivíduo, e lamentar.

  5. eu tenho 1,67 e estou pesando 102 isto me manta d disgosto nao tenho força minha barriga esta enorme e tenho muita tristeza d ser assim feia gorda,eu nao sei o q e pior ser gordo ou ser um dependente quimico d droga ilicita,eu preferia morrer de q fica ridicula como estou,m desculpe mais sei q preciso d socorro me ajuda por favor

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