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Mudando a rotina para melhorar a saúde

Durante anos, ficamos planejando o tão esperado descanso. Horas de estudo até altas horas da noite. Horas de cansaço acumuladas, para que consigamos a tão esmerada “formação”.

E depois, horas de trabalho, horas extras, aguardando as férias, que de tão esperadas, estão também acumuladas de compromissos, que, na maioria das vezes, não terão tempo hábil para ser realizados.

E anos se passam nesta rotina: a organização de um dia de trabalho, que geralmente começa pela manhã, esperando que o dia acabe, para o tão ansiado descanso que, no caso de uma mulher, dependendo da situação familiar, segue uma rotina de jornada dupla de trabalho em casa.

O ano se passa à espera das férias que duram 30 dias, para que possamos fazer tudo aquilo que não pudemos fazer durante o mesmo ano – tão corrido, cansativo e cheio de “obrigações”.

E durante este percurso, seguem-se, aproximadamente, 35 anos de vida de um cidadão ou cidadã, à espera (e que espera) pela tal aposentadoria e para finalmente fazer tudo aquilo que não foi conseguido durante essa longa trajetória trabalhista. E que muitas vezes, de acordo com o relato desse mesmo cidadão ou cidadã, é tudo o que sempre se quis fazer e “não pode”.

E quando, finalmente, depois de toda esta maratona, chega a aposentadoria … a pessoa, muitas vezes, adoece, por não saber o que fazer com tanto tempo livre. Aquele mesmo tempo livre que planejava para descansar, aproveitar e fazer tudo aquilo que tanto queria e que, se fosse perguntado a essa pessoa hoje, talvez ela nem se lembrasse mais o que era, ou talvez se achasse incapaz de fazer o que foi sonhado.

Aí é que me pergunto: não seria melhor aproveitar o tempo durante essas tão corridas jornadas, de dias, semanas e anos?

Foto: Petr Kratochvil

Aproveitar melhor o tempo para encontrar momentos de atenção para consigo, para fazer ao menos uma atividade (ou quem sabe mais de uma, incluindo aí atividade(s) física(s), porque é fundamental para a saúde fazer algum tipo de exercício regular, nem que seja uma caminhada três vezes por semana) na qual esteja totalmente envolvido e presente.

E no trabalho: fazê-lo da maneira mais prazerosa e proveitosa possível, não só por beneficio do negócio a que se dedique, mas para seu próprio benefício … começar o dia agradecendo o que virá, e terminar agradecendo pelo que veio, e no final do dia continuar aproveitando o que for que esteja disponível.

Seja o prazer de lavar uma louça, ou de ficar com os pés pro alto sem fazer nada, ou ler um livro.

E durante a semana aproveitar cada nova hora de aprendizado, trocas e contribuição efetiva no trabalho para que o fim de semana não seja somente um descanso, por causa do cansaço da semana, mas que seja também um momento de criação, manutenção e renovação de energias.

Desta forma, o ano terminará em férias mais prazerosas, quem sabe com uma bela viagem, que não precisa ser para o outro lado do mundo, mas que para um lugar que trará uma nova oportunidade de renovar os olhares sobre si mesmo e seus objetivos …

E o “final” desta trajetória poderá ser traduzida em um novo começo, pois a pessoa já terá se habituado a recomeçar, renovar, atentar e ampliar horizontes, desde suas horas diárias por todos os anos.

Aí está a verdadeira juventude, a arte de se reinventar diariamente …

Desta forma os anos se passam com felicidade e saúde, sem que esta seja perdida com anos de trabalho a contragosto, cujo único objetivo tenha sido de ganhar alguns trocados, que serão consumidos na recuperação da mesma.

Sem se dar conta que para tê-la, verdadeiramente, temos que aprender a preservá-la no auto-cuidado, na dedicação e na consciência de si: saúde não é somente uma benção, mas também uma conquista diária.

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 Artigo escrito pela Educadora Física Josemara Machado.

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