A Dieta Higienista

Eu estava lendo um artigo sobre a Dieta Higienista, ou Higienismo, e achei interessante mencionar aqui este ramo da biologia que trata da preservação e restauração da saúde.

Como a questão é complexa, vale a pena ler o artigo na íntegra, o qual traz uma entrevista com Fernando Carneiro Travi, precursor desse método no Brasil (mais informações aqui).

Desse artigo, farei apenas a citação de um trecho da resposta do Fernando Carneiro, quando perguntado sobre a dificuldade das pessoas em mudar seus hábitos alimentares e farei alguns comentários:

“… poucos são aqueles que estão livres do mais comum (e natural) de todos os vícios: comer. Toda a pessoa intoxicada e adoentada terá grandes dificuldades em sair sozinha de seu vício – aquilo que a mantém doente! A grande maioria das pessoas está dominada por certos hábitos alimentares e substitui suas carências psíquicas e espirituais pelo comer.”

Eu concordo inteiramente com ele sobre o vício do comer. Dificilmente comemos apenas o necessário para vivermos bem. E dificilmente pensamos sobre o fato de que precisamos de muito pouco para nos manter assim.

Por exemplo: tenho seguido de maneira não rígida a dieta adotada pelo Janio, e mesmo assim retirei quase que totalmente do meu cardápio os seguintes alimentos: batatas, arroz, massas, pães, ou seja, fontes comuns de carboidratos, aumentando a quantidade de frutas e verduras, e mantendo a ingestão de carnes, ovos e leite. Também troquei o açúcar branco por açúcar mascavo e mel.

O que notei é que mesmo com essa enorme redução ou eliminação desses itens, eles não tem feito falta para mim.

Ao mesmo tempo que notei o quanto sou viciado em doces. E sal.

Neste ponto, não tenho como não ver que não consigo deixar de comer doces e sempre colocar uma pitadinha de sal a mais nos alimentos.

E olha que já deixei dois vícios grandes (álcool e tabaco), além de evitar refrigerantes, principalmente os de cola, preferindo água e sucos.

Outro detalhe mencionado na resposta acima, a questão de suprir carências por comida, também é fato, manifestado pela ansiedade na hora de comer, o que nos faz ingerir alimentos muito rapidamente, quase sem mastigação. Quando noto isso, paro, respiro, e recomeço com calma.

Vejo que o caminho pra sair de um vício começa pela aceitação dele, pelo exame interno e consciência de como nos comportamos nesse espaço, sem culpa, pois só a consciência pode nos ajudar a ver por onde seguir para não mais depender do objeto do vício.

Calma, paciência, respiração e perdão a si são ótimas maneiras de iniciar esse caminho.

 

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