A “Dieta Divina”

Uma coisa de que eu nunca canso é de ver a criatividade das pessoas para criar novas dietas e batizá-las. Os mais narcisos as nomeiam suas criações com seus sobrenomes, os que sabem que são inexpressivos emprestam um nome de cidade famosa, ou de universidade, ou de qualquer instituição publicamente acreditada e — pimba! — temos uma nova dieta com tudo para fazer o maior sucesso entre aqueles desesperados por emagrecer.

Navegando pela Internet de Língua Inglesa descobri que uma das modas mais recentes é o que resolveram chamar de “Dieta Divina”, ou “Dieta de Deus”.

Particularmente, acho um absurdo essa mania que algumas pessoas têm de ficar se autointitulando portadores da Palavra de Deus, de se julgarem melhores que os outros e de quererem ser líderes religiosos. Mas deixo pra lá, afinal de contas essa gente só existe porque há quem os siga.

Quem quiser ler o texto original em Inglês, ele foi republicado em dezenas de sites internet afora, mas aqui tem uma cópia.

Basicamente o autor da ideia diz que na tal da dieta de Deus não há gordos ou gente sem saúde — o que talvez signifique que todo mundo que lê (ou escreve) aqui está condenado ao mármore do inferno.

Pois, ainda segundo o autor da dieta, Deus falou ao criar o mundo que as pessoas deveriam crescer e multiplicar e povoar a Terra — essa é a parte que todo mundo lembra. Mas que Ele também disse que havia criado todas as plantas, frutos e ementes para ser a comida do Homem.

Ou seja, a assim chamada “dieta de Deus” nada mais é do que o vegetarianismo. Segundo o pastor que inventou essa expressão para dar nome a algo que todo mundo já conhecia, para se estar de acordo com os preceitos divinos é necessário comer frutas e verduras não processados. Fora isso você está em pecado.

O pior de tudo isso é que vai ter gente se convertendo ao vegetarianismo apenas porque um fanático qualquer disse que está na Bíblia…

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